Familiares do soldado da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), suspeito de atirar em um sargento do Piauí, apresentaram nesta quarta-feira (6) o carro que teria provocado a discussão entre os dois militares que resultou na tentativa de homicídio. O veículo, um táxi, tem, pelo menos, oito perfurações.
À TV Cidade Verde, a família alegou legitima defesa e disse que o militar prestou depoimento em algumas delegacias. A previsão é que o policial da PM-MA se apresente ao Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) nesta quinta-feira (06).
“Ao contrário do que muitos dizem, ele é vítima. Ele se encontrava na residência dele com o carro estacionado do outro lado e quando ele sai de casa está o carro dele batido, pelo carro do sargento", afirmou o advogado Kleber Linhares, irmão do soldado da PM-MA.
“Meu irmão atordoado, com a chuva de bala em direção a ele, não teve outra alternativa a não ser reagir a uma agressão injusta. Legítima defesa, meu irmão jamais iria atirar em alguém por uma coisa tão simples, tão banal, se não fosse ele estar sendo praticamente metralhado”, completou o familiar.
O advogado também negou as informações de que o irmão possuía histórico de violência, ações criminais ou processos disciplinares na esfera militar. "Meu irmão é um cidadão, trabalhador, pai de família, não anda procurando confusão com ninguém”, reforçou Linhares.
A investigação da tentativa de homicídio contra o sargento João de Deus foi designada ao DHPP, que já instaurou um inquérito policial. Segundo o delegado Francisco Costa, o Barreta, coordenador da especializada, a Polícia Civil pode representar pela preventiva do soldado, que é lotado em um batalhão na cidade de Presidente Dutra, no Maranhão