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Laudo da Perícia Científica aponta que irmãos mortos não foram envenenados com cajus
O laudo definitivo da Perícia Científica do Piauí revelou que os irmãos - Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos e João Miguel da Silva, de 7 anos, não foram mortos envenenados com cajus
13/01/2025 12h27
Por: Redação Geral Fonte: cidade verde
Foto: Reprodução

O laudo definitivo da Perícia Científica do Piauí revelou que os irmãos - Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos e João Miguel da Silva, de 7 anos, não foram mortos envenenados com cajus. 

A perícia provocou uma reviravolta no caso e a vizinha Lucélia Maria da Conceição, 52 anos, pode ser solta ainda está semana. O Ministério Público Estadual já pediu a soltura de Lucélia Maria com base no laudo definitivo. O promotor Silas Sereno Lopes solicitou também novas diligências. 

O delegado geral da Polícia Civil, Lucy Keyko, confirmou que o laudo do Instituto Criminalística do estado revelou que nos cajus não tinham veneno. Com essa nova informação, não se sabe com qual alimento eles teriam sido envenenados.

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“Os cajus foram enviados para exames periciais e no exame não havia essa substância toxicológica nos cajus”, disse o delegado geral. O laudo final saiu na última quinta-feira. 

O Instituto Criminalística realizou inicialmente exames nos corpos dos dois irmãos que apontou a presença do terbufós, um veneno usado como praga para plantas. Faltava o exame nos cajus que saiu cinco meses após a morte dos garotos. 

Os irmãos foram envenenados em agosto do ano passado e agora em janeiro sua família, mãe (Francisca Maria da Silva, 32 anos), dois irmãos e tio foram mortos envenenados. Outras quatro pessoas foram encaminhadas ao hospital com intoxicação por terbufós no dia 1º de janeiro. 

Na última quarta-feira (8), Francisco de Assis Pereira da Costa, 53, foi preso suspeito de envenenar as oitos pessoas, entre familiares e vizinhos. Francisco de Assis é casado com a avó das crianças mortas e é padrasto da mãe das vítimas.  

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