Polícia Latrocínio
Investigação aponta que agiota morto por falso entregador foi vítima de latrocínio
As investigações realizadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que Diego Alves, assassinado com um tiro no mês passado, foi vítima de latrocínio
21/05/2025 09h55
Por: Redação Geral Fonte: cidade verde
Foto: Reprodução

As investigações realizadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que Diego Alves, assassinado com um tiro no mês passado, foi vítima de latrocínio.

Em entrevista à TV Cidade Verde nesta terça-feira (20), o delegado Genivaldo Vilela, responsável pelo inquérito, afirmou que os materiais levantados até o momento desmontam a tese de homicídio.

Diego foi baleado em frente à própria residência por um falso entregador. O suspeito foi identificado como Anacleto Nobre, que chegou ao local em uma motocicleta sem placa, usando capuz e capacete. A vítima foi atingida por um disparo e, com a ajuda da irmã, chegou a entrar em luta corporal com o agressor, que conseguiu fugir, mas acabou preso cerca de 27 dias após o crime.

“A vítima consegue imobilizar o indivíduo momentaneamente, mas, como havia sofrido um disparo de arma de fogo, o agressor acabou fugindo. Se fosse um homicídio, na nossa análise, ele poderia simplesmente ter atirado na vítima quando ela caiu e se virou para ele, e então ido embora — mas não. A informação que recebemos é que ele foi ao local para roubar a vítima”, argumenta a autoridade policial.

O trabalho investigativo do DHPP apurou que Diego Alves trabalhava como motorista de aplicativo, também atuava como agiota, realizando empréstimos a juros, e possuía registro de uma ameaça feita por ele contra outra pessoa.

O inquérito segue em aberto, e novas diligências estão sendo realizadas. “Não descartamos a possibilidade de que o suspeito tenha tido a ajuda de mais alguém ou que tenha recebido uma informação privilegiada, e que, por isso, tenha ido até aquele local”, concluiu o delegado