Polícia Réu
Soldado vira réu por morte de sargento e advogado pedirá suspensão do porte
Após a citação, o réu tem agora dez dias para responder à acusação por escrito
10/07/2025 07h14
Por: Redação Geral Fonte: cidade verde
Foto: Reprodução

A juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, acatou a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou réu o soldado Raimundo Linhares da Silva, da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), pela morte do sargento João de Deus, da Polícia Militar do Piauí (PM-PI).

Após a citação, o réu tem agora dez dias para responder à acusação por escrito. 

“O acusado ainda deverá ser advertido de que, depois de citado, não poderá mudar de residência ou dela se ausentar sem comunicar a este Juízo onde possa ser encontrado, pois, caso não seja encontrado nos endereços fornecidos, os atos processuais serão realizados sem a sua presença”, alertou a magistrada. 

O crime aconteceu em novembro de 2024. O sargento da PM-PI foi baleado na cabeça na porta de sua casa. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu após seis dias internado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

 A investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou que o crime teria acontecido devido uma briga com o militar maranhense por uma vaga de estacionamento.

"A família esperou, tivemos paciência, produzimos todas as provas, auxiliamos o Ministério Público para que o acusado tenha uma pena adequada para um fato tão grave, por um motivo tão fútil. Foi um homicídio com duas qualificadoras, motivo fútil e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, pois ele adentrou na casa da vítima para efetuar os disparos, inclusive na cabeça. O que choca é que eram dois irmãos de farda, um do Piauí e outro do Maranhão, preparados para resolver conflitos. No momento em que ocorreu um arranhão no parachoque de um carro, se saca uma pistola e faz mais de 20 disparos! essa pessoa não tem condição emocional de portar uma arma. Esse é o novo passo! vamos pedir para que ele seja retirado das ruas e que seja cassado o porte de arma dele", defende advogado da família, Marcos Vinicius.

À TV Cidade Verde, ele disse ainda que, horas após a Justiça acatar a denúncia, o soldado teria ido à casa de uma das testemunhas. "Ele estava na porta da casa de uma testemunha pedindo um documento. Que documento?! Isso é muito grave! vamos levar ao conhecimento da Justiça e do Ministério Público, orientamos a testemunha a fazer um boletim de ocorrência. Entendemos isso como uma forma de intimidação, o que é um dos elementos ensejadores da prisão preventiva", acrescenta o advogado. 

Apesar do autor identificado, o caso foi considerado complexo e foi necessária a reconstituição. Uma das dúvidas era se os tiros teriam sido em legítima defesa, o que foi descartado.

A TV Cidade Verde entrou em contato com a defesa do réu que "informou que irá se manifestar nos autos no momento oportuno".