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DRACO indicia seis suspeitos por integrar facção que planejava matar delegado Charles em Teresina
Em abril, o DRACO já havia cumprido mandados de prisão e busca contra outros integrantes da rede, apreendendo celulares e drogas, além de prender Nancy da Silva Sousa por armazenar entorpecentes a mando de Irisdalva
21/07/2025 08h35
Por: Redação Geral Fonte: 180 graus
Foto: Reprodução

DRACO indicia seis suspeitos por integrar facção que planejava matar delegado Charles em Teresina

O Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) da Polícia Civil do Piauí indiciou, nesta semana, seis suspeitos de pertencerem a uma célula do Comando Vermelho em Teresina e de arquitetarem atentados contra autoridades, entre elas o delegado Charles Pessoa, ex‐titular da unidade especializada.

O inquérito, conduzido pelo delegado Agenor Ferreira Lima, foi concluído e remetido ao Judiciário no último dia 16.

Os indiciados são:

Francisco Francilon de Oliveira Sousa
Irisdalva Maria de Oliveira Sousa
Antônio Francisco Gomes dos Santos
Filipe da Silva Moraes
Iago Pereira dos Santos
Fernando Ribeiro Araújo

Segundo o relatório, o grupo era coordenado de dentro do sistema prisional por Reginaldo José de Oliveira (“Regin”) e Antônio de Deus Pereira Neto (“Fantasmão”), ambos recolhidos em presídios do estado.

Em abril, o DRACO já havia cumprido mandados de prisão e busca contra outros integrantes da rede, apreendendo celulares e drogas, além de prender Nancy da Silva Sousa por armazenar entorpecentes a mando de Irisdalva.

A extração forense dos aparelhos de Filipe Moraes revelou trocas de mensagens em um grupo de WhatsApp denominado “Prata 925”, que registrava encomendas de drogas, monitoramento de rivais e ameaças a policiais.

Em uma dessas conversas, membros da facção afirmavam que “Teresina ia parar” e que iriam “tocar fogo em tudo” caso fosse morto algum comparsa—ameaças que coincidiram com o assassinato do cabo Elenilton Araújo Galvão, do 8º BPM, em retaliação pela morte de um criminoso.

As investigações apontam ainda que o delegado Charles Pessoa, então à frente do DRACO, era alvo de um plano de execução em razão de sua atuação no combate ao grupo.

Constatada a materialidade e indícios de autoria, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva dos seis indiciados, que agora responderão por participação em organização criminosa.

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