O empresário Danillo Coelho e a esposa comparecem à sede do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), em Teresina, na tarde desta quinta-feira (6) e ficaram no local por quase duas horas. Eles saíram sem falar com a imprensa.
Eles foram ouvidos pelo delgado Laércio Evangelista, coordenador do Draco.
O casal foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto 86, que investiga a suposta uma rede de postos de combustíveis no Piauí que seria usada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para fraudes e lavagem de dinheiro.
Pela manhã, outros alvos da investigação também compareceram ao Draco. O empresário Haran Sampaio e sua esposa também estiveram no Draco para serem comunicados de uma série de medidas cautelares que deveriam cumprir, entre elas, de não saírem do país.
“Nós estamos aguardando. Os advogados terão acesso aos autos. São inúmeras diligências ainda para serem cumpridas. Temos 30 dias para concluir o inquérito e durante esses 30 dias vamos exaurir todas as diligências, vamos ouvir dezenas de pessoas, tanto testemunhas quanto os próprios investigados, e dar continuidade até o relatório final do inquérito”, disse o delegado.
Apesar de não ficarem presos, Danillo e a esposa terão que seguir uma série de medidas restritivas, assim como outros alvos da operação. “Os dois casais estão proibidos de se ausentar do país. Para os demais investigados estão proibidos de se ausentarem da comar de Teresina somente com autorização judicial e de se comunicarem entre si”, concluiu Evangelista