O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí (PC-PI), Luccy Keiko, confirmou que delegados e oficiais investigadores devem se afastar das suas funções para se candidatar e disputar as eleições em 2026.
Na ocasião, Keiko pontuou que as candidaturas de agentes de segurança não são uma novidade e já ocorreram em outras eleições. Apesar disso, o gestor frisou que a PC-PI está preparada e nunca teve problemas com o afastamento temporário de delegados e policiais.
“A maioria dos candidatos são delegados. Eles já são formados em Direito, conhecem a legislação. Também temos investigadores. Fazemos a desincompatibilização no prazo legal, a Delegacia-geral é quem publica o ato de descompatibilização e ali existem as condutas vedadas”, disse.
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Delegados e oficiais investigadores que pretendem disputar cargo proporcional devem deixar as funções até seis meses antes do pleito, ou seja, até 3 de abril, com exoneração publicada até 4 de abril nos diários oficiais. A regra geral prevê quatro meses de afastamento para candidaturas majoritárias e seis meses para proporcionais.
“Eles não perdem a condição de delegados ou agentes, eles se afastam com os proventos. Perdem apenas aquelas remunerações indenizatórias, tipo adicional noturno e hora extra, já que não vai estar trabalhando, não vai ganhar isso, mas recebem o subsídio normalmente”, ressaltou o delegado-geral da PC-PI.
Um dos nomes mais comentados entre as forças de segurança para a disputa eleitoral é de Charles Pessoa. Ex-coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), o delegado deve se filiar ao Partido Verde (PV) para se candidatar a deputado federal.