Polícia Prisão
Empresário é preso em Brasília suspeito de golpes em financiamentos no Piauí
Um empresário foi preso em Brasília, no Distrito Federal, suspeito de envolvimento em um esquema de fraudes na comercialização de financiamentos e consórcios de veículos, com vítimas no Piauí e em outros estados
28/02/2026 19h11
Por: Redação Geral Fonte: cidade verde
Foto: Reprodução

Um empresário foi preso em Brasília, no Distrito Federal, suspeito de envolvimento em um esquema de fraudes na comercialização de financiamentos e consórcios de veículos, com vítimas no Piauí e em outros estados.

A prisão foi realizada na sexta-feira (27), após investigação da Polícia Civil do Piauí. O mandado de prisão preventiva foi cumprido com apoio da Polícia Federal no Distrito Federal.

Outros dois empresários já haviam sido presos nesta semana no Piauí e em Pernambuco por participação no mesmo esquema. De acordo com o delegado Walter Cunha, os suspeitos utilizavam anúncios falsos em redes sociais, principalmente no Facebook, oferecendo veículos com condições facilitadas e promessa de entrega rápida. As vítimas acreditavam que era um financiamento, mas era um consórcio.

“Após o pagamento de valores iniciais, as vítimas eram induzidas a assinar contratos de consórcio que divergiam da proposta originalmente apresentada. Ademais, os veículos não eram entregues e os valores pagos não eram devolvidos”, afirmou.

Foram identificadas vítimas no Piauí, Amapá, Maranhão, Roraima e Goiás, totalizando dezenas de pessoas que teriam sido lesadas financeiramente.

Durante a investigação, foi constatado ainda que a empresa não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar atividades relacionadas a consórcios, o que reforça os indícios de irregularidade e fraude.

Na investigação, foram cumpridos três mandados de prisão. Dois empresários, sendo uma mulher, no Piauí, e um homem, em Pernambuco. Já o preso em Brasília é dono de uma financeira em Goiânia e, até o momento, não há previsão de que seja recambiado para Teresina. Ele deve prestar depoimento por videoconferência.

A prisão integra um conjunto de medidas cautelares deferidas pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina. Entre as determinações judiciais estão a suspensão das atividades das empresas investigadas, o cumprimento de mandados de busca e apreensão e o bloqueio judicial de valores em contas dos investigados, visando ao ressarcimento das vítimas.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e ampliar o levantamento de vítimas