A Secretaria de Segurança Pública do Piauí deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a Operação Madara, que resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas na zona Sul de Teresina.
Entre os presos está o apontado líder do grupo, que trabalhava como terceirizado junto ao Poder Judiciário do Piauí.
O delegado Yan Bryner, diretor da Diretoria de Inteligência Estratégica da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), afirmou que o funcionário não tinha acesso a sistemas sensíveis, apesar de atuar dentro do Judiciário.
“Ele trabalhava como digitador no setor de distribuição, atendia toda a região metropolitana de Teresina. Ele não tinha acesso a esses sistemas, ele era um servidor terceirizado. Foi um trabalho muito exitoso e muito importante a gente tirar esse indivíduo do ambiente de trabalho dele, que é um ambiente de trabalho onde circulam informações sensíveis, a despeito de ele não ter acesso direto a nenhuma informação sensível através de sistemas", destacou.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava aplicativos de mensagens e redes sociais para comercializar entorpecentes. As negociações eram feitas principalmente por meio do WhatsApp, onde os suspeitos divulgavam a disponibilidade das drogas, combinavam valores, locais de entrega e confirmavam pagamentos.
Segundo o delegado Francílio Queiroz, havia uma estrutura organizada dentro do grupo criminoso com divisão de funções.
“Ficou comprovado com o trabalho preliminar que existia exatamente uma estratificação do grupo criminoso, com divisão clara de tarefas: a pessoa responsável, por exemplo, pelo atendimento aos usuários, a pessoa responsável pela entrega, a pessoa responsável pelo recebimento dos valores e o líder da organização criminosa, que coordenava toda essa estrutura”, explicou o delegado Francílio.
O delegado também detalhou o tipo de entorpecente comercializado pelo grupo.
“Era todo tipo de droga: skunk, maconha, cocaína, droga sintética. Tudo isso era comercializado e divulgado nas redes sociais", acrescentou.
As apurações também revelaram que os investigados adotavam codinomes inspirados em personagens de animes japoneses como forma de dificultar a identificação e ocultar a identidade dos integrantes da organização criminosa.
Os suspeitos foram encaminhados à sede da Secretaria de Segurança Pública, onde passaram pelos procedimentos legais e devem ser apresentados à Justiça.
O delegado Leonardo Alexandre destacou que a operação é resultado da atuação conjunta das forças de segurança.
“A Operação Madara é resultado de um trabalho técnico e integrado das nossas equipes de inteligência, que identificaram a atuação desse grupo criminoso e sua forma de organização. Seguiremos atuando de maneira firme e estratégica no enfrentamento ao tráfico de drogas em todo o estado”, pontuou o delegado.
O nome da operação faz referência a Madara Uchiha, personagem do anime Naruto conhecido pela liderança e estratégia.
A ação foi coordenada pela 4ª Delegacia Seccional, com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DIPC), Diretoria de Inteligência da SSP, Superintendência de Operações Integradas (SOI) e Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISPI)