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Acusado de matar rival com 12 tiros dentro de casa vai a júri popular no PI
A Justiça do Piauí decidiu levar a júri popular Paulo César Júnior, acusado de participação no assassinato de Cosme Gabriel Barbosa de Oliveira, morto a tiros dentro da própria residência, na Vila Beira Rio, zona Sudeste de Teresina
02/06/2026 09h16
Por: Redação Geral Fonte: Cidade verde
Reprodução

A Justiça do Piauí decidiu levar a júri popular Paulo César Júnior, acusado de participação no assassinato de Cosme Gabriel Barbosa de Oliveira, morto a tiros dentro da própria residência, na Vila Beira Rio, zona Sudeste de Teresina.

 A decisão é da juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina. O crime aconteceu no dia 6 de janeiro de 2025.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Cosme Gabriel foi morto com 12 disparos de arma de fogo enquanto dormia ao lado da namorada. O crime teria sido praticado por Paulo César, Kauan Silva e um terceiro suspeito não identificado.

De acordo com as investigações, os suspeitos invadiram o imóvel encapuzados e armados. A namorada da vítima relatou que os suspeitos mandaram que ela deixasse a casa antes de efetuarem os disparos.

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O Ministério Público apontou inicialmente que o homicídio teria relação com disputa entre facções criminosas, já que a vítima teria ligação com um grupo criminoso, enquanto os acusados seriam ligados a outro.

Foto: Arquivo pessoal

Cosme Gabriel Barbosa de Oliveira

Cosme Gabriel Barbosa de Oliveira

No entanto, a juíza retirou essa qualificadora ao entender que não há provas suficientes nos autos que comprovem a motivação ligada à rivalidade entre organizações criminosas. Apesar disso, Paulo César foi pronunciado por homicídio qualificado pelas qualificadoras de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.

Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu uma pistola, três dias após o crime. Conforme laudo de microcomparação balística, a arma foi compatível com os projéteis retirados do corpo da vítima.

A arma foi encontrada em um imóvel ligado a Paulo César, junto com drogas, munições, balança de precisão, celulares, dinheiro e um simulacro de arma de fogo. Em depoimento, o acusado confessou ser proprietário da pistola.

Na decisão, a magistrada também manteve a prisão preventiva de Paulo César, destacando a gravidade do crime e a periculosidade social do acusado.O outro acusado citado na denúncia, Kauan Silva, responderá em processo separado após determinação de desmembramento da ação penal.