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Com pico de 43,3 °C nesta sexta, Teresina tem quase 10h por dia de calor intenso
Teresina registrou temperatura de 43,35°C na região do bairro Primavera nesta sexta-feira (9), durante mais uma tarde de calor intenso
09/10/2026 21h59 Atualizada há 1 hora
Por: Redação Geral Fonte: Cidadeverde.com - (com informações PMT)
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Teresina registrou temperatura de 43,35°C na região do bairro Primavera nesta sexta-feira (9), durante mais uma tarde de calor intenso.

Além dos picos de temperatura, dados da Rede Hiperlocal de Monitoramento Ambiental da Prefeitura apontam que algumas regiões da capital passaram quase dez horas por dia com temperaturas iguais ou superiores a 35°C entre os dias 1º e 8 de outubro.

Na Primavera, a média de temperatura em um intervalo de 15 minutos chegou a 43,35°C entre 14h45 e 15h. O valor foi o maior registrado entre os seis pontos ativos de monitoramento nesta sexta-feira. O recorde pontual da rede, porém, continua sendo de 45,22°C, medido no mesmo bairro em 7 de outubro.

A Santa Maria da Codipi registrou 42,76°C, com umidade mínima de 23,44%. No Itararé, na Zona Sudeste, foram 40,67°C; no Parque Piauí, na Zona Sul, 39,75°C; e no bairro Uruguai, na Zona Leste, 39,21°C.

Calor acima de 35°C dura quase dez horas por dia
O levantamento da Prefeitura mostra que o calor intenso persiste durante boa parte do dia. Entre 1º e 8 de outubro, considerando os dias completos disponíveis, a região da Santa Maria da Codipi teve, em média, 9 horas e 56 minutos por dia com temperaturas iguais ou superiores a 35°C.

Na Primavera, a média foi de 9 horas e 51 minutos. Os períodos também foram prolongados em outras áreas monitoradas:

Itararé, Zona Sudeste: 8 horas e 5 minutos por dia;
Centro: 7 horas e 35 minutos;
Zona Sul: 6 horas e 54 minutos;
Zona Leste: 6 horas e 53 minutos.
Segundo a Prefeitura, a marca de 35°C é utilizada como indicador operacional de calor muito elevado, mas não representa um limite universal de segurança. Nessa faixa, a perda de calor corporal para o ambiente fica menos eficiente. A exposição também pode ser influenciada pela umidade, pela radiação solar, pelo vento, pelo esforço físico e pelas condições de saúde de cada pessoa.

A rede municipal conta com seis pontos de monitoramento distribuídos pela capital, cada um com área de influência estimada em um raio de aproximadamente três quilômetros.

Sensores apontam aumento de partículas no ar durante a noite
Além das altas temperaturas, os dados indicam aumento na concentração de partículas em suspensão no ar durante a noite e a madrugada.

Nos cinco sensores com série completa analisados pela Prefeitura, as médias de PM2,5 e PM10 entre 18h e 5h59 foram cerca de 2,8 vezes maiores do que no período entre 6h e 17h59.

Na região da Santa Maria da Codipi, entre 3h15 e 3h30 desta sexta-feira, foram registrados 82,33 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de PM2,5 e 172,90 µg/m³ de PM10.

A Prefeitura informou que o padrão pode ser compatível com a influência de fontes de combustão, incluindo queimadas. No entanto, os sensores não identificam isoladamente a origem das partículas. A menor dispersão do ar durante a noite também pode contribuir para o acúmulo desses poluentes.

Prefeitura prevê novos boletins
Diante da persistência das condições observadas, a Prefeitura anunciou que ampliará temporariamente a divulgação dos dados ambientais. Estão previstos novos boletins para os dias 11 e 21 de outubro, além de um relatório consolidado do mês na primeira semana de novembro.

A orientação é manter a hidratação frequente, reduzir a exposição direta ao sol e evitar atividades físicas intensas nos horários mais quentes. Em períodos de fumaça, a recomendação é diminuir as atividades ao ar livre.

A Prefeitura também reforça que não se deve queimar lixo, folhas, podas ou outros resíduos, práticas que elevam o risco de incêndios e agravam a poluição do ar.