
A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito sobre a morte de Maria de Jesus dos Santos, uma idosa de 73 anos, encontrada morta com sinais de violência em sua residência, no bairro Parque Brasil III, zona Norte de Teresina, em 21 de outubro.
Francisco Firmino de Assis, de 44 anos, que teve um relacionamento com a vítima por cinco meses, foi indiciado por feminicídio e furto.
“O Núcleo Investigativo de Feminicídio em Teresina finalizou o inquérito que apurou as circunstâncias da morte de Maria de Jesus dos Santos. Concluímos pela prática de feminicídio e, além disso, indiciamos o suspeito pelo crime de furto. Francisco Firmino, que era companheiro da vítima à época, confessou o crime durante o interrogatório,” afirmou a delegada Nathália Figueiredo, titular do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Conforme a delegada, o laudo cadavérico da vítima indicou que ela foi morta por estrangulamento, apresentava costelas quebradas, pulmão perfurado e múltiplos hematomas, indicando um cenário de extrema violência. "O laudo cadavérico nos mostrou que a vítima passou por uma extrema violência. Ela foi morta por estrangulamento, apresentava costelas quebradas, pulmão perfurado e, devido à violência, vários hematomas, inclusive na cabeça. Então, para nós, ficou claro que de fato houve a prática do feminicídio em concurso com o crime de furto”, pontuou.”, destacou a delegada.

Foto: Arquivo Pessoal
A delegada informou ainda que o suspeito confessou o crime, mas não soube explicar o motivo. “Quando questionado sobre o motivo desse crime grave, tendo em vista que ele já tinha acesso aos bens da vítima – o carro que levou e outros objetos –, ele disse não entender a prática, o porquê de ter feito isso. Acreditamos que, além de levar os pertences, ele tinha a intenção de cometer esse ato cruel. Inclusive, ele já tem histórico de violência, com uma tentativa de feminicídio contra a própria filha”, acrescentou Nathália Figueiredo.
Francisco Firmino segue preso preventivamente, e, após o indiciamento, cabe agora ao Ministério Público avaliar se oferecerá ou não a denúncia à Justiça. “Francisco Firmino permanece preso preventivamente, e o inquérito está à disposição do Ministério Público para análise e posterior decisão,” concluiu a delegada