
O soldado Raimundo Linhares, da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), foi indiciado pela morte do sargento João de Teixeira dos Santos, da Polícia Militar do Piauí (PM-PI), baleado na cabeça durante uma discussão em novembro de 2024.
O piauiense chegou a ser socorrido e internado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas acabou morrendo seis dias após ter sido internado na unidade.
"O inquérito foi encaminhado para o poder Judiciário, que vai ser distribuído para o Ministério Público, que vai passar por uma análise e se manifestar, pelo arquivamento, pela denúncia ou voltar ao DHPP para novas diligências, mas agora fica a cargo do Ministério Público", informou o delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
O indiciamento ocorreu após uma série de etapas investigativas, como a reconstituição do caso com a participação do militar maranhense. O intuito da ação era entender como se deu a dinâmica do crime.
“A altura, a empunhadura, o trajeto e a trajetória do projétil, a inclinação de entrada do projétil. Isso tudo foi devidamente estabelecido na reprodução simulada, que é um exame pericial do fato em si. Diante disso, com todos os elementos, o delegado chegou a conclusão pelo indiciamento do policial militar do Maranhão”, pontuou a autoridade policial.
Relembre o caso
No dia 5 de novembro de 2024, o sargento João de Teixeira dos Santos foi baleado na cabeça durante uma discussão. O segundo envolvido foi um policial militar do Maranhão, identificado como soldado Linhares, que fugiu após os disparos.
O sargento foi socorrido em estado grave por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ele foi entubado ainda na ambulância e encaminhado a um hospital, mas faleceu no dia 11 de novembro, após seis dias internado.
Segundo a defesa do soldado maranhense, representada pelo advogado Rafael Machado, o cliente teria agido em legítima defesa. O advogado afirmou que o militar estava agachado ao lado de seu veículo quando ocorreu a troca de tiros.
Foto: Reprodução
No dia 7 de novembro, o soldado Linhares, da PM do Maranhão, prestou depoimento no DHPP. De acordo com o advogado do PM do Maranhão, Rafael Machado, o soldado maranhense agiu em legítima defesa, e alegou que ele estava agachado ao lado do veículo quando ocorreu a troca de tiros.
“Ele estava indo para o trabalho como taxista e diante do acidente que ocorreu ele tentou resolver amigavelmente, mas o outro militar parece que estava alterado por ter ingerido bebida alcoólica, sacou a arma e começou a disparar. E ele para sua defesa teve que também sacar sua arma e tentar conter aquela injusta agressão”, explica.
O advogado alega que os dois PMs não se conheciam. Sobre os disparos na cabeça, efetuados contra o PM do Piauí, o advogado afirma que a ideia era apenas se defender. A arma usada na ação era de uso pessoal