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Família de bebê morta durante o parto no Piauí cobra ultrassom que trava investigação policial

A família de Mavie Sofia, recém-nascida que morreu durante o parto no Hospital Municipal Nossa Senhora do Livramento, em José de Freitas, segue sem respostas sobre a investigação conduzida pela Polícia Civil.

Redação Geral
Por: Redação Geral Fonte: cidade verde
08/10/2025 às 10h07 Atualizada em 08/10/2025 às 10h10
Família de bebê morta durante o parto no Piauí cobra ultrassom que trava investigação policial
Foto: Reprodução

A família de Mavie Sofia, recém-nascida que morreu durante o parto no Hospital Municipal Nossa Senhora do Livramento, em José de Freitas, segue sem respostas sobre a investigação conduzida pela Polícia Civil.

Segundo a defesa da família, o inquérito policial não pode ser concluído sem o exame de ultrassom solicitado, que até o momento não foi disponibilizado pelo hospital.

O diretor do hospital, Clarindo Veras, afirmou que o processo está na Justiça e informou também que, na próxima quinta-feira, ele e a médica que acompanhou o parto vão à delegacia do município prestar informações e declarações sobre o procedimento.

Exame essencial não foi entregue
Em entrevista ao Cidadeverde.com, o advogado da família, Lucas Lima, explicou que esteve na delegacia na última semana para tentar agilizar o processo junto à delegada responsável. Segundo ele, a autoridade policial oficiou novamente o hospital e o centro de parto para fornecer o exame, considerado essencial para elucidar os fatos.

“Estivemos na delegacia semana passada buscando solucionar junto com a delegada a finalização desse inquérito policial. Ela novamente oficiou o hospital e o centro de parto para fornecer esse exame. Estamos aguardando o decorrer do prazo novamente, conversando com a delegada para buscar finalizar esse inquérito. Caso o município não cumpra a determinação da autoridade policial, a gente vai buscar outros meios legais para solucionar o problema ou até mesmo ingressar com ação cível”, disse Lucas Lima.

Ele afirmou ainda que, caso o exame não seja fornecido, a família pode buscar ações civis ou outros meios legais. “Esperamos que a autoridade policial tenha todos os elementos para poder finalizar o inquérito, relatando, indiciando ou não os profissionais que atuaram no dia do parto. Mas o que queremos, enquanto assistentes da família, é que tudo seja elucidado e esclarecida a causa da morte”, concluiu.

“A delegada pediu o ultrassom, eles negaram. Já foi pedido umas três vezes, quatro vezes essa ultrassom. E eles sempre negando, dizendo que o aparelho quebrou. Eu não sei explicar direito como é lá. Dizem que o aparelho quebrou, deram fim no computador. Só sei que nunca entregaram essa ultrassom que a minha filha fez, nunca. Aí a gente quer saber o porquê. Estamos na dúvida, somos uma família e estamos sentindo dor”, contou.

Doralice detalhou ainda o momento do parto e a tentativa de reanimação da neta.

“Foi feito o exame do IML. Até agora estamos na dúvida também e aguardando o resultado da Justiça. Tentaram forçar o parto da Mavie. Ela enganchou três vezes, não conseguiu sair. Eu estava presente o tempo inteiro e vi que, quando saiu, não respirou, não deu pulsação, olho fechado, pretinha. Eles começaram a tentar tirar líquido, olhavam um para o outro assustados, não falavam nada. Deu aquele pânico na sala”, relembrou.

Antes do parto, a mãe da bebê, Martha Bruna, havia comunicado à unidade de saúde que sua primeira gestação foi de risco e que enfrentou complicações graves. Por conta disso, ela pediu para ser transferida para a Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, mas o pedido foi negado pela equipe médica em primeiro momento. 

A família denuncia ainda que houve tentativas de ocultar o local do óbito. “Quiseram dizer que ela tinha morrido no caminho para Teresina. Me pediram pra mentir. Eu disse que não ia mentir, que ela nasceu e morreu dentro do hospital.”

Investigação e afastamento da equipe
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que poderá solicitar a exumação do corpo da bebê caso seja necessário. O Hospital Municipal Nossa Senhora do Livramento, na época, afastou a equipe de plantão envolvida até a conclusão da apuração interna.

A Secretaria de Saúde de José de Freitas reforçou, em nota enviada após as denúncias, que o parto transcorreu normalmente até a emergência obstétrica rara de prolapso de cordão umbilical, condição que compromete a oxigenação do bebê e que afeta menos de 0,5% dos partos

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