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Caso Emilly: DHPP detalha crime e não descarta violência sexual contra jovem

Com a prisão de Hilton Carvalho e Carlos Roberto, suspeitos de assassinar e ocultar o corpo de Emilly Yasmyn Silva Oliveira, de 24 anos, a Polícia Civil do Piauí agora tem novos detalhes sobre o crime

Redação Geral
Por: Redação Geral Fonte: cidade verde
09/12/2025 às 09h10
Caso Emilly: DHPP detalha crime e não descarta violência sexual contra jovem
Foto: Arquivo Pessoal

Com a prisão de Hilton Carvalho e Carlos Roberto, suspeitos de assassinar e ocultar o corpo de Emilly Yasmyn Silva Oliveira, de 24 anos, a Polícia Civil do Piauí agora tem novos detalhes sobre o crime.

A jovem era uma garota de programa que morava em Pernambuco e que veio a Teresina passar alguns dias.

Responsável pelo inquérito, o delegado Jorge Terceiro, do DHPP, afirma que, após diligências, a polícia conseguiu identificar um motorista de aplicativo que levou a jovem até a casa dos criminosos. Segundo o relato do motorista, ele teria aceitado uma corrida no bairro Dirceu, onde levaria Emilly para o Centro da cidade, onde ela estava hospedada.

No meio do trajeto, Emilly teria sido acionada para fazer outro programa, dessa vez na zona Sul, no valor de R$ 1.500. Ela comentou com o motorista que aquele seria o segundo programa do dia e que conseguiria somar a quantia de R$ 2.000 na noite, já que anteriormente havia feito um programa de R$ 500.

Ela então pediu para que o motorista a levasse até o novo endereço. O condutor alertou a jovem que a região era perigosa, mas ela quis seguir para o local.

Na residência, o contratante do programa ficaria responsável por pagar a corrida, o que acabou não acontecendo. O motorista deixou o local sem receber o pagamento. Depois disso, Emilly só foi encontrada carbonizada em um terreno próximo à região onde havia desaparecido.

“No local tinha um indivíduo na frente de um imóvel e outro no terreno baldio em frente ao imóvel. Ela simplesmente desceu do carro e falou que eles pagariam a corrida extra. O motorista foi até enganado porque ele foi à casa do indivíduo e ele disse que não tinha dinheiro. Tudo indica que eles não tinham dinheiro e contrataram a jovem mesmo sem ter dinheiro. O motorista saiu do local. Depois esse motorista de aplicativo mostrou às equipes onde foi a residência que deixou a jovem, localizaram o dono da residência que disse que ela teria ficado naquela noite com o colega dele. A equipe localizou o colega que tentou negar inicialmente, mas acabou, posteriormente, vendo que já havia elementos suficientes, confessando que na realidade matou a moça após discutir com ela sobre o pagamento do programa", explicou o delegado.

Dinheiro que seria pago para Emilly teria motivado o crime.

"Ele disse que acabou não fazendo o programa com a moça, ofereceu uma quantia bem menor para ela. Ela não aceitou, teria tido uma discussão. Ele disse que se sentiu coagido, versão dele, e acabou com um mata leão atacando a moça e depois com um fio de cobre estrangulou a moça. Posteriormente ele mostrou o corpo desovado, ocultado. O corpo foi incinerado no local também. No local ele disse que teve o apoio, para esconder o corpo, do dono da residência. A equipe então retornou e conduziu também o dono da residência para o departamento de homicídios”, relata o delegado.

O delegado Jorge Terceiro informou que Carlos Roberto seria o dono da casa e responsável por contratar a garota. Ele possui passagem por receptação. 

No sábado (6), os dois suspeitos foram presos em flagrante e posteriormente tiveram a prisão convertida em preventiva. Eles foram autuados por feminicídio majorado e ocultação de cadáver. A polícia agora trabalha para individualizar as condutas e não descarta que a jovem possa ter sofrido violência sexual pelos dois indivíduos.

“Essa é a versão que os dois trouxeram no interrogatório, não há testemunhas do ato direto da morte. Não descartamos que os dois tenham cometido também o feminicídio majorado, estrangulamento de modo cruel, e ambos desovaram o corpo, incineraram o corpo. Incinerar o corpo é uma forma de eliminar completamente qualquer possibilidade de vestígio, inclusive orgânico que possa imputar, por exemplo, um possível estupro contra a vítima praticado pelos dois indivíduos, o que seria facilmente constatado por exames. Então não descartamos totalmente a participação dos dois terem atuando juntos na execução direta na morte da vítima, não só um ter matado e o outro só ajudado a ocultar o cadáver e incinerar”, relata o delegado.

Os laudos devem apontar a causa da morte de Emilly Yasmyn e confirmar a identificação dela. O pai jovem esteve na manhã desta segunda-feira (8) no Instituto Médico Legal (IML) e prestou depoimento ao DHPP.

Questionado sobre a possibilidade de uma terceira pessoa envolvida, o delegado Jorge Terceiro afirma que os dois presos informaram que utilizaram um carro de outra pessoa para levar o corpo ao matagal, comprar gasolina e atear fogo.

“A investigação continua tramitando. Segundo eles, eles utilizaram um veículo que seria de uma terceira pessoa para levar o corpo. Levantamentos algumas informações de que esse veículo seria de uma pessoa conhecida no bairro e que esse veículo teria pertencido anteriormente a um dos criminosos. Durante a semana as diligências continuam, vamos ouvir algumas pessoas, para firmar o que realmente aconteceu e qual o grau de participação de cada pessoa identificada”, pontua. 

A pernambucana Emilly Yasmyn trabalhava como garota de programa e costumava ter temporadas em diferentes estados do Brasil. A investigação até agora aponta que a jovem não conhecia os dois suspeitos.

“Tudo indica que ela tenha feito alguns programas anteriores a este programa fatal e de que ela não conhecia esses indivíduos. Segundo o motorista do aplicativo, ele disse que foi durante o itinerário, que ia deixar ela na casa dela, que no meio do caminho ela foi acionada para esse outro programa”, encerra

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