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Barras PI: Vereador é acusado de manobra eleitoreira na repercussão do aumento salarial

O Projeto de Lei foi anulado após ampla repercussão.

Redação Geral
Por: Redação Geral Fonte: Longah.com
18/08/2020 às 07h39 Atualizada em 18/08/2020 às 07h44
Barras PI: Vereador é acusado de manobra eleitoreira na repercussão do aumento salarial
Reprodução

Na sessão desta segunda-feira (17) da Câmara Municipal de Barras, os vereadores concluíram, quase por unanimidade, que o caso da votação do aumento de salários de vereadores, prefeito, vice e secretários foi usado politicamente por um vereador da casa.

O Projeto de Lei foi anulado após ampla repercussão.

Conforme a fala dos parlamentares, a conclusão do uso político eleitoreiro foi baseada nas premissas a seguir:

Todos os vereadores sabiam que o aumento não era para ser imediato, mas para 2022 ou após a crise da pandemia, tendo em vista que existe uma lei federal que proíbe o aumento de salários nesta época;

Todos os vereadores sabiam que é praxe se votar o aumento no final dos quatros anos, já que esses entes públicos só têm aumento quadrimensalmente.

Jornalistas da imprensa estadual já se manifestavam nas redes sociais após a votação com informações incompletas;

A sessão foi na segunda à noite, e na terça de manhã já tinha equipes de televisão em Barras para fazer a matéria;

A presidente da Câmara, Emília Costa, não foi procurada para dar esclarecimentos sobre o caso. Ou seja, a versão dos vereadores não foi citada.

Na sessão desta segunda-feira (17), os pontos listados acima foram apontados pelos legisladores em tom de revolta por se sentirem usados.

“Colega planejou para nos dar uma rasteira”, diz Sales

O vereador Sales foi o mais enfático e não escondeu que desconfiava que aquela votação e a repercussão imediata em nível de estado veio através de influência do vereador Vinício Marques.

“É revoltante. É vergonhoso. É repudiante um colega de dentro da casa ter planejado para dar uma rasteira nos outros. Não tenho a língua queimada. Eu digo mesmo. A mídia foi usada de maneira caluniosa, de maneira eleitoreira “, disparou o vereador Sales.

“Sou incapaz de ter uma divergência aqui na Câmara e ir chamar a televisão”, disse Maurício Rego

Vereador Maurício Rego disse que, da forma que colocaram, era como se os vereadores fossem os piores vilões. Eu sou incapaz de ter uma divergência aqui na Câmara e ir chamar uma televisão. Mostraram como se esse recurso fosse do coronavírus e como se a gente fosse receber em 2021″, argumentou.

Disse ainda que nada impede de um vereador receber seu salário e distribuir para a população. “Respeito os vereadores que votaram contra. Agora foi estranho que meia hora depois da sessão, um jornalista fez um monte de tuite com várias informações distorcidas do que aconteceu aqui”, disse.

“Matéria plantada para denegrir os colegas”, acusa Edgar Almeida 

Vereador Edgar Almeida acredita que f oi uma matéria plantada única e exclusivamente para denegrir a imagem dos vereadores. “Do jeito que foi colocado, como se estivéssemos fazendo algo errado. Eu fico triste porque tomou uma dimensão que atinge todos os vereadores”, lamentou.

“Trabalho dentro da legalidade, da moralidade e da integridade. Barras me conhece”, disse Carcará

O vereador Carcará disse que concorda que houve realmente uso político do fato. “Na Política, as cartas estão na mesa e  a gente reconhece todas. A notícia foi tendenciosa e sensacionalista. Não deram a versão da Câmara porque se tivesse sido dado esse direito, a população ia saber que o aumento seria a partir de janeiro de 2022 ou quando acabar a pandemia”, destacou.

Carcará disse ainda que sempre trabalhou dentro da legalidade, da moralidade e da integridade. “Sou vereador e trabalho muito. Por falar nisso, foi feita uma licitação para uma academia de Saúde na Avenida Dirceu Arcoverde, no Bairro Santinho. Enuqanto falam, sigo trabalhando”, ressaltou.

“Os vereadores não lhe culparam, vereador Vicente!”, afirma Emília

Ao dizer para o vereador Vicente Neto que os colegas não atribuíram a ele a culpa da repercussão negativa e das informações incompletas da votação polêmica, ficou subentendido que a presidente Emília Costa também achava que o colega Vinício Marques teve influência para a divulgação na televisão.

“Eu discordo do vereador Vicente quando disse que jogaram culpa nele. Em momento nenhum os vereadores lhe culparam, vereador”. Vicente Neto e Vinício Marques foram os vereadores que votaram contra o projeto de aumento salarial.

Vinício é apontado como mentor de uma manobra: como se tivesse votado contra e dado repercussão política por ser pré-candidato a prefeito. Uma jogada de marketing.

“Eu percebi que não foi a população como um todo que se manifestou, e sim uma minoria nos grupos de whatsapp. Um grupo pequeno manipulou as informações, jogou nas redes sociais, pessoas que têm o rabo sujo e que não merecem o nosso respeito, é quem estavam agredindo e atacando”, disse.

“Não deram a nossa versão”

Emília achou exagero uma equipe de televisão ter ido á cidade. “É caríssimo trazer uma televisão aqui. E o estranho é que não fui procurada para dar a nossa versão”

“Assumi para trabalhar com os meu colegas e não imaginei que haveria  algo injusto do jeito que foi feito. Fiquei magoada, porque o fato foi usado politicamente. Não estou dizendo que foi você, vereador Vicente. Todo mundo em Barras sabe qual o vereador que trabalha, qual o que não trabalha, qual o que vive de mídia, e o que não vive. O projeto foi revogado. Foi um ato de humildade recuar.”, finalizou.

Vinício Marques se defende dizendo que não é proprietário de televisão

O vereador Vinício Marques compreendeu que as indiretas estavam indo em sua direção. Foi acusado pelo vereador Sales de “ter feito uma cagada”. Defendeu-se dizendo que não é culpado da repercussão negativa e da divulgação do fato na TV.

“Que culpa tenho eu da população ter visto de forma negativa. Eu não sou dono de imprensa, mas estou sendo acusado de ter pago a televisão aqui pra fazer matéria”, defendeu-se Vinício Marques

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