
Já são 2.303 os casos de coronavírus registrados em Barras e 50 mortes. É preocupante a quantidade de óbitos no mês de agosto: 21 óbitos. Julho fechou com o acumulado de 29 óbitos durante toda a pandemia.
A prefeitura de Barras apresenta em seu boletim que fez mais de 5 mil testes, mas ao se analisar os dados observa-se que os números da zona rural parecem estar paralisados, quando se sabe a rapidez da proliferação do vírus.
É o que se gostaria: ter um cenário de paralisação de casos, mas é arriscado se a população sentir uma sensação de segurança, que na realidade não existe.
É necessário que os números sejam detectados e apresentados para que os moradores sintam necessidade de se proteger mais e não relaxe nas medidas.
A população reclama. São recorrentes os depoimentos de pessoas que dizem não ter tido assistência quando necessitou.
Uma delas foi a Diana Silva. O marido dela positivou para Covid e ela conta que recebeu uma única ligação a que lhe avisou do teste positivo.
“Eu não sei como é que sabe que a pessoa está curada, se não faz nenhum exame pra saber. Eu digo isso porque meu marido pegou covid e ninguém da Saúde veio aqui e nem ligou pra saber de noticia.
Só ligou no dia que deu o resultado e pronto. Para saber de alguma coisa, ele que ligou pro agente de saúde que também nunca andou aqui”, relata Diana.
Outro ponto que chama atenção é o fato de o boletim não apresentar o nome de localidades que se tem certeza que havia pessoas contaminadas.
Um exemplo é a localidade Ameixas, onde houve um óbito, mas não há registro desta localidade no boletim. Não é a primeira vez que isso acontece.
O longah já chamou atenção para esse fato na morte do missionário Chico Grosso, da localidade Estreito. Na época da morte dele, a prefeitura não tinha registrado nenhum caso lá.
Os dados abaixo são do dia 24 de agosto

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