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(OMS) realizou uma reunião com mais de 50 ministros da saúde de todo o mundo para debater estratégias comuns para lidar com a pandemia

Apesar da presença de ministros de países duramente afetados, como EUA, França, China e Coreia do Sul, o Brasil não participou do encontro com o chefe da Pasta, Luiz Henrique Mandetta.

Redação Geral
Por: Redação Geral Fonte: Uol
28/03/2020 às 09h09 Atualizada em 28/03/2020 às 09h14
(OMS) realizou uma reunião com mais de 50 ministros da saúde de todo o mundo para debater estratégias comuns para lidar com a pandemia
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva Imagem: ADRIANO MACHADO

Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou uma reunião com mais de 50 ministros da saúde de todo o mundo para debater estratégias comuns para lidar com a pandemia e coordenar posições.

Apesar da presença de ministros de países duramente afetados, como EUA, França, China e Coreia do Sul, o Brasil não participou do encontro com o chefe da Pasta, Luiz Henrique Mandetta.

O encontro ocorreu de forma virtual e, por mais de duas horas, governos trocaram impressões com a direção da OMS sobre os próximos passos da luta contra a pandemia. Governos apresentaram suas estratégias, êxitos e desafios diante do surto.

Mas, para a surpresa da alta cúpula da OMS, a participação brasileira não contou com a máxima autoridade para a Saúde. Procurado, o Ministério da Saúde explicou que, no momento do encontro, Mandetta estava na Presidência da República e não poderia participar, sem dar detalhes.

A pasta tampouco explicou quem representou o Brasil durante o encontro. A coluna foi informada que houve um representante do país, mas de baixo escalão.

A presença ministerial de diferentes governos foi interpretada como um sinal do compromisso político de países em lidar com a crise. A participação da máxima autoridade sanitária também foi considerada como um sinal da aceitação desses governos pelas recomendações da OMS.

A ausência do maior país da América do Sul, portanto, chamou a atenção. Nesta semana, a OMS já havia ligado o sinal de alerta quando o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, minimizou a doença e ainda deu sinais contrários às medidas de distanciamento social.

Na quinta-feira, ao ser questionado pela coluna, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, respondeu de forma clara à tentativa do governo brasileiro de reduzir a importância do assunto: "as UTIs estão lotadas em muitos países".

No encontro desta sexta-feira, Tedros voltou a pedir o compromisso político de todos os governos para agir contra o vírus e apresentou seis medidas que gostaria que todos os países adotassem.

Entre elas está o teste de todas as pessoas com sintomas, assim como a preparação dos sistemas públicos de saúde. Para completar, Tedros também insistiu que a crise não poderia ser lidada apenas pelos Ministérios da Saúde e que governos precisam assumir a crise de uma maneira mais ampla.

"Mantivemos um encontro com cerca de 50 ministros da Saúde de todo o mundo, no qual China, Japão, Coreia do Sul e Singapura compartilharam suas experiência e lições que aprenderam", disse Tedros.

"Vários temas comuns apareceram sobre o que foi lidado: a necessidade de identificação rápida (de pacientes) e o isolamento de casos confirmados", explicou.

Outro tema foi a necessidade de um atendimento eficiente e a "necessidade de comunicar para construir confiança e engajar as comunidades na luta".

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