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Dinheiro da Covid: auditoria investiga contas da secretaria de Saúde de Barras dos anos de 2019 e 2020

A auditoria financeira é um importante instrumento de fiscalização que verifica se as informações que constam nos balancetes divulgadas por órgãos e entidades públicos são confiáveis

Redação Geral
Por: Redação Geral Fonte: longah
12/05/2021 às 09h21
Dinheiro da Covid: auditoria investiga contas da secretaria de Saúde de Barras dos anos de 2019 e 2020
Portas abandonadas na Saúde. Para que foram compradas, ninguém sabe

Barras PI  - A secretaria municipal de Saúde de Barras está passando por uma auditoria financeira referentes aos anos de 2019 e 2020.

A intenção do prefeito Edilson Capote ao contratar uma auditoria é se resguardar de uma possível bomba que pode respingar em muitos gestores públicos após CPI.

Os prefeitos vão ter que responder pela destinação do dinheiro que veio do governo federal para os prefeitos aplicarem em medidas de combate à covid-19.

A auditoria financeira é um importante instrumento de fiscalização que verifica se as informações que constam nos balancetes divulgadas por órgãos e entidades públicos são confiáveis.

O prefeito Capote falou dessa auditoria que está sendo realizada. Segundo ele, a gestão anterior conseguiu gastar 3 milhões e meio em 45 dias. Ao todo foram cerca de R$ 5 milhões. “Como o gestor conseguiu gastar esse dinheiro todo?”, questionou ele, justificando que essa auditoria é necessária para que cada um responda pelos recursos que recebeu. Diferente do ano passado, na gestão de Capote, não falta remédio, teste, atendimento de forma geral, apesar de ter recebido apenas cerca de R$ 200 mil para a covid.

O prefeito Carlos Monte teve dificuldade em fechar as contas da Saúde do mês de novembro passado. Ou melhor, não conseguiu fechar e justificar como foi gasto esses recursos, o que levou o Conseleho Municipal de Saúde a reprovar as contas de novembro.

Capote deu destaque que um investimento grande realizado pela Saúde na gestão passada foi a compra de 100 portas.

Elas estão lá na sede da secretaria amontoadas. “Por que o secretário quer comprar tanta porta. São portas de péssima qualidade e nem envernizada. É um mistério”. O secretário devia ter comprado remédios, aparelhagens, testes, mas não, comprou portas, vai entender!”, diz o prefeito.

Outra compra estranha foi a de R$ 150 mil de remédios que foram pagos em dezembro, mas que só chegaram na prefeitura em março. É por essas e outras que o prefeito Capote vê a importância dessa auditoria

Capote falou também do descaso com o mamógrafo, que nunca foi utilizado e foi encontrado jogado em um depósito. O mamógrafo doou para o hospital, mas nunca foi recolhido de onde está.

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