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Municípios piauienses aparecem no mapa de municípios com maior incidência

O levantamento é do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo, do MPT, e compreende o período de 2016 a 2020

20/07/2021 às 10h05
Por: Redação Geral Fonte: Cidade Verde
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O levantamento é do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo, do MPT,  e compreende o período de 2016 a 2020.

Segundo os dados, foram 284 pessoas resgatadas nessas condições entre estes anos no Piauí. O Estado fica atrás apenas de Minas Gerais (1364), Pará (444), São Paulo (362) e Goiás (317).

Entre as cidades piauienses com maiores casos de resgates de pessoas em situação de escravidão, estão Baixa, com 54 casos seguida de Santa Cruz do Piauí, Esperantina e São João da Serra.  Cada município tem mais 20 resgatados nestas condições.

De acordo com o MPT, as mais recorrentes denúncias de trabalho escravo, de 2012 a 2019, são por jornada exaustiva; condições degradantes de trabalho; e com impossibilidade de deixar o serviço ou local, além de baixíssima remuneração.

SETORES COM MAIS CONDIÇÕES DE ESCRAVIDÃO

O MPT tem mapeado as atividades econômicas mais propensas a essas condições degradantes e realizado operações para coibir os casos. Os setores econômicos em que mais houve resgatados, de 2016 a 2020, são:

Produção florestal; 

Cultivo de soja; 

Extração de pedra, areia e argila; 

Atividades de apoio à agricultura; 

Fabricação de produtos cerâmicos refratários. 

PERFIL DOS EXPLORADOS

Quanto ao perfil das vítimas resgatadas, as funções que tiveram maior incidência, entre 2016 e 2018, foram os de trabalhador agropecuário; trabalhador pecuário; gesseiro; pedreiro; e servente de obras, segundo o MPT. A  maioria das vítimas era do sexo masculino e tinha entre 18 e 24, 30 e 34 e 40 e 44 anos de idade.

Outro levantamento aponta que cerca de 40% das vítimas não haviam sequer concluído o 5º ano e 15% era analfabeta. Isso comprova que a baixa escolaridade e/ou analfabetismo tornam os indivíduos mais vulneráveis a esse tipo de exploração.

“Infelizmente, não existem políticas nesse sentido a nível federal, muito menos estadual e municipal. Como consequência disso, o Piauí tem esses dados alarmantes, o que comprova que precisamos de medidas que atuem na prevenção e combate desse crime, e que amparem as vítimas após o resgate delas”, disse o procurador  e Coordenador Regional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE),  Edno Moura.

Sobre os impactos que a pandemia trouxe no aumento desta exploração, o procurador Edno Moura destaca que, mesmo com a redução no número de operações, devido à Covid-19, o MPT tem atuado para manter as fiscalizações. 

“Mesmo com essa dificuldade, foram resgatados 41 trabalhadores em 2020".

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