
Nesta quinta-feira, em um discurso transmitido através da TV, o líder do país do sudeste asiático reforçou a "seriedade" da pandemia da Covid-19, que já deixou 2.311 casos confirmados de infeção e 96 mortes no país até o momento.
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, informou que deu ordens às autoridades para disparar contra as pessoas que desrespeitarem as medidas impostas de combate à propagação do novo coronavírus.
Nesta quinta-feira, em um discurso transmitido através da TV, o líder do país do sudeste asiático reforçou a "seriedade" da pandemia da Covid-19, que já deixou 2.311 casos confirmados de infeção e 96 mortes no país até o momento.
As informações são do Extra.
"Está piorando. Então, mais uma vez, estou falando a vocês sobre a seriedade do problema e que vocês precisam ouvir. Minhas ordens à polícia e aos militares... se houver tumultos e alguma ocasião em que houver reação e as vidas de vocês estiverem em perigo, atirem para matar. Está entendido? Para matar. Em vez de causarem tumultos, enterrarei vocês.", afirmou o político.
"Lembre-se, você é esquerdista: você não é o governo. Não saia causando problemas e tumultos, porque eu ordenarei que você seja detido até que este surto de Covid termine", disse.
Ativistas repreenderam Duterte por causa de sua retórica dura e o acusam de incitar a violência e a justiça com as próprias mãos, como foi visto em sua guerra contra as drogas, durante a qual policiais e atiradores desconhecidos mataram milhares de pessoas acusadas de usar ou vender drogas.
A polícia diz que suas ações durante a campanha antidrogas foram legais. Nesta quinta-feira, o chefe da polícia nacional disse que a corporação entendeu que Duterte estava demonstrando sua seriedade a respeito da ordem pública e que ninguém será baleado.
"Médicos 'têm a sorte de morrer pelo país"
Duterte atraiu muitas críticas após um pronunciamento televisionado na segunda-feira, no qual abordou a pandemia do novo coronavírus. Nele, Duterte disse que profissionais da saúde "têm sorte de morrerem pelo país".
"Há médicos, enfermeiros e assistentes que morreram. Eles foram os que morreram ajudando os outros. Eles têm tanta sorte. Eles morreram pelo país. Essa deve ser a razão pela qual morremos. Seria uma honra morrer pelo seu país, garanto isso a vocês", disse.
No domingo, a Associação Médica das Filipinas havia informado que 12 médicos morreram de Covid-19 no país. A própria associação já alertou que os profissionais de saúde não estão recebendo proteção e apoio suficiente e que centenas de equipes estão de quarentena após a exposição aos vírus.