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Policiais se apresentam pra explicarem ação que matou inocente e são presos

Dois policiais envolvidos na ação que resultou na morte de um funcionário de um comércio na região da Santa Maria da Codipi, se apresentaram na manhã de hoje (30) na Corregedoria da Polícia Militar do Piauí

30/09/2021 às 15h53
Por: Redação Geral Fonte: Cidade Verde
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Cidade verde
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Atualizada às 14h20

Dois policiais envolvidos na ação que resultou na morte de um funcionário de um comércio na região da Santa Maria da Codipi, se apresentaram na manhã de hoje (30) na Corregedoria da Polícia Militar do Piauí.

O cabo André dos Santos  e o soldado Gilderlan Pereira compareceram acompanhados dos advogados Marcos Vinicius Brito e Enedina Albano, respectivamente.

O promotor Assuero Stevenson, que acompanha crimes militares, pediu a prisão dos policiais. Eles ficam custodiados até a realização da audiência de custódia marcada para esta sexta-feira, dia 1.

"Eu requeri a prisão. Eles foram presos, pois estavam foragidos. Amanhã terá a audiência de custódia", disse o promotor ao Cidadeverde.com.

As defesas argumentam que ainda não existe nada concreto quanto a quem teria disparado o tiro que matou Cândido, mas confirmam a existência de tiros partindo da guarnição durante perseguição a um suspeito de roubo no local.

"Eles estavam buscando uma dupla suspeita de roubo. Eles avistaram, deram ordem de parada e fizeram a abordagem. O cabo deu voz de prisão para eles, e mandou que o soldado Gilderlan algemasse. Quando ele tenta algemar, um suspeito tentou puxar a arma e trava uma luta corporal, pega um revolver e dispara contra a guarnição. O cabo efetuou um disparo, e ele não sabe quantos disparos o Gilderlan fez", contou Marcos Vinicius.

O advogado rebate a informação de que os policiais teriam evadido do local após perceber o crime. "O local foi preservado. Imediatamente ele comunicou ao comandante do Batalhão, comunicou ao CPU, ele ligou pra mim, ele tomou todos os procedimentos possíveis e necessários", disse.

A defesa do soldado Gilderlan, advogada Enedina Albano, também alegou que não há um cenário completo do crime, mas confirmou que pelo menos dois disparos de arma de fogo partiram dos policiais.

"O depoimento foi no sentido de estar presente no local do fato, de ter efetuado disparo de arma de fogo, assim como o companheiro. Esses disparos foram efetuados todos em direção ao chão na tentativa de barrar a fuga dos supostos criminosos que estavam ali. Agora, precisar se foi o tiro do Gilderlan, ou se foi do André, ou dos criminosos, ou de terceiros, que atingiua vítima, aí somente a Polícia vai dizer. As armas foram entregues e vão passar pela perícia", disse a advogada.

Os policiais seguem na Corregedoria e serão encaminhados para a 9ª Vara Criminal.

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