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Operação contra esquema de corrupção no Piauí teve vazamento; três suspeitos foragidos

Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) informaram, nesta terça-feira (12/07), que houve um possível vazamento de informações sobre a operação Primus, deflagrada na última segunda-feira (11/07)

12/07/2022 às 17h54 Atualizada em 12/07/2022 às 18h02
Por: Redação Geral Fonte: 180 graus
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Foto: Divulgação/MP-PI
Foto: Divulgação/MP-PI

Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) informaram, nesta terça-feira (12/07), que houve um possível vazamento de informações sobre a operação Primus, deflagrada na última segunda-feira (11/07). O Gaeco não conseguiu cumprir os três mandados de prisão e agora os suspeitos são considerados foragidos.

A identidade dos alvos não foi revelada porque o caso está em segredo de Justiça. Todos são suspeitos de envolvimento no esquema que teria desviado R$ 1,8 milhão em recursos públicos do município de Baixa Grande do Ribeiro (PI). Entre os investigados estão ex-gestores do município, além de empresários e funcionários públicos. 

41 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Baixa Grande do Ribeiro (PI), Ribeiro Gonçalves (PI), Uruçuí (PI), Floriano (PI), Landri Sales (PI), Teresina (PI) e Campo Alegre de Lourdes (BA). As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí.  A organização criminosa usava empresa laranja para contratação de serviços de limpeza e até construção de ponte. 

O promotor de Justiça Cláudio Soeiro, afirmou durante uma coletiva de imprensa que a investigação levantou indícios de que o esquema era realizado há muitos anos, pelo menos desde 2013. O grupo agia em conluio para fraudar licitações no município.

As investigações apontaram que uma empresa licitada para construir uma ponte, recebeu o pagamento pela obra 15 dias após ser contratada e não executou a obra. Apesar da não execução da obra, o repasse do recurso público era feito para as contas bancárias dos empresários, políticos e seus familiares.

O desembargador relator Sebastião Ribeiro Martins, da 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí, autorizou o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1.869.867,00.

Além disso, uma quantia em dinheiro de R$ 210 mil foi apreendida dentro de uma residência em Campo Alegre de Lourdes, na Bahia

Além dos valores estipulados até o momento, o Gaeco acredita que pode descobrir mais desvios. A investigação ainda está em andamento, mas em fase de conclusão.

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