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Empresário obriga secretária a assinar ‘contrato’ para prática de abuso sexual

O empreendedor, em uma interpretação distorcida dos filmes ’50 Tons de Cinza’ e ‘Secretária’, é acusado de coagir sua ex-funcionária

Redação Geral
Por: Redação Geral Fonte: Meio Norte
13/12/2023 às 11h40
Empresário obriga secretária a assinar ‘contrato’ para prática de abuso sexual
Foto: reprodução

O empreendedor, em uma interpretação distorcida dos filmes ’50 Tons de Cinza’ e ‘Secretária’, é acusado de coagir sua ex-funcionária

Um empresario identificado como Christian Lanng, está sendo acusado por supostamente coagir sua ex-secretária a assinar um “contrato de escravidão”, facilitando assim a prática do que o processo descreve como “anos de horror sexual indesejado”.

O empreendedor, em uma interpretação distorcida dos filmes ’50 Tons de Cinza’ e ‘Secretária’, é acusado de coagir sua ex-funcionária a assinar um contrato apenas alguns meses após contratá-la como assistente executiva. Isso teria levado a uma série de agressões sexuais e abusos ao longo de vários anos.

Empresário Christian Lanng (Foto: Reprodução)Empresário Christian Lanng (Foto: Reprodução)

Segundo as alegações do processo, as ações de Lanng incluíam “infligir dor física por vários meios, urinar na vítima e realizar penetração rotineira com objetos estranhos”. A empresa Tradeshift o removeu do cargo de CEO no início do ano devido a “má conduta grave por vários motivos”, tornando o caso público. Acusações sérias de agressão e assédio sexual levaram à demissão de Lanng, conforme relatado pelo departamento de Recursos Humanos.

A ex-assistente revelou que foi demitida em 2020 após denunciar seu superior e relatar o suposto “contrato de escravidão” de nove páginas, que afirmou ter sido forçada a assinar. O contrato estipulava que ela deveria estar “sempre sexualmente disponível para seu mestre quando ele precisasse de sexo e nunca recusar sexo, mesmo quando não estivesse usando a coleira [diurna]”. Outras regras incluíam a necessidade de se ajoelhar na primeira vez em que encontrasse seu mestre em particular e a obrigação de manter um “diário de escrava”. Caso as regras não fossem seguidas, a vítima enfrentaria punições, incluindo espancamentos com uma bengala.

A ex-funcionária afirmou que Lanng a agrediu até sangrar e a abusou com objetos inanimados. Ela era obrigada a manter um peso específico e a atualizar regularmente suas medidas para o chefe. O contrato alegava que, uma vez assinado, o corpo da escrava pertenceria ao seu senhor para ser utilizado conforme as diretrizes estabelecidas. Lanng negou as acusações, afirmando em comunicado ao The New York Post que teve um relacionamento “consensual” com a assistente.

“As reivindicações neste processo são difamatórias e não refletem meu relacionamento anterior com a demandante. As alegações chocantes e vis no processo são categoricamente falsas e rejeito as alegações de que submeti alguém a qualquer forma de abuso durante o meu mandato como CEO ou em qualquer outro momento da minha vida”, disse ele.

Fonte: Meio Norte

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